Dez princípios do design gráfico

Vers√£o sintetizada, em modo de dec√°logo.

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1. Convencionalismo

O signo deve configurar-se de acordo com a combina√ß√£o dos c√≥digos gr√°ficos culturalmente vigentes. A ideia de ¬ęnovas linguagens gr√°ficas¬Ľ √© absurda: se uma linguagem √© nova, n√£o se entende.

2. Ocorrência

A ocorr√™ncia compensa o convencionalismo ao dar relev√Ęncia √† mensagem. Mas o grau de atipicidade necess√°rio nem sempre √© o m√°ximo poss√≠vel. Cada caso requer um grau de ocorr√™ncia diferen√ßa.

3. Efic√°cia

O signo tem de cumprir, no m√≠nimo, todas as fun√ß√Ķes para as quais foi criado. Valores, como por exemplo a est√©tica, n√£o podem subordinar a efic√°cia do comunicado gr√°fico, mas sim, pelo contr√°rio, potenci√°-la.

4. Propriedade

O signo deve inscrever-se no paradigma identitário do seu emissor. A assinatura não é suficiente: o que é mesmo comunicado deve identificar o emissor. A identidade não consiste em falar do emissor mas sim falar como ele.

5. Respeito

Tal como sucede com o emissor, a expressão gráfica deve ser ajustada e respeitar os códigos do receptor. Fala-se para ele, para que ele entenda.

6. Pertinência

O signo deve ajustar-se ao registo do vínculo comunicacional que se estabelece entre emissor e receptor. Só conhecendo esse vínculo, é possível estabelecer o tom adequado para cada merecida ocasião.

7. Densidade

Entre vazio e cheio deve haver uma relação de sentido. O signo deve estar saturado, ou seja, sem zonas privadas de sentido. Se ao eliminar um elemento não se perde nada, era porque esse elemento estava a mais.

8. Economia

O res√≠duo √© comunicacionalmente negativo. O signo n√£o deve conter redund√Ęncias sup√©rfluas ou excessos gr√°ficos.

9. Transparência

O signo deve carecer de significados parasitárias que operam como interferências à sua mensagem específica.

10. Anonimato

O signo deve ser autónomo, livre de referências ao seu processo produtivo ou ao seu autor. O signo não é a história do seu processo produtivo: pertence ao emissor e a sua produção deve tornar-se invisível.

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TraduçãoBarbara Videira Lappeenranta Seguidores: 7

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Retrato de M√°rcio Moreira Lambert
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M√°rcio Moreira Lambert
Jun 2012

Bem oportuna esta reflex√£o. Precisamos voltar a refletir e considerar em nossos projetos par√Ęmetros mais objetivos, claros e concisos para evitarmos ou talvez administrarmos melhor este momento onde as opini√Ķes e pareceres s√£o t√£o vol√ļveis, complexos e as vezes inadequados.

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Retrato de Lucilia Alencastro Brancalua
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Lucilia Alencastro Brancalua
Mai 2012

Sou professora de Composição visual, e portanto, comecei dizendo isto tudo aos meus alunos. No entanto, hoje já não tenho certeza se todos estes princípios são mesmo fundamentais.

Especialmente o item 8, j√° desconsidero, e penso que se trata de um preconceito ¬ęBahaus/Ulmiano¬Ľ. Hoje o excesso gr√°fico √© compreendido, bem compreendido e bem aceito como linguagem.

1
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