Design de que?

Sobre a necessidade de conceber o design como princípio.

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A amplitude que a área de Design possibilita abre espaço para diversas especialidades, tais como: Design de marca, Design editorial, Design de embalagem, Design de interface digital, Design de sinalização ou sinalética, Design de mobiliário, Design de calçado, Design de automóvel, Design de utensílio, Design de equipamento, Design de superfície, entre tantas outras. A especificidade de cada área mencionada, logicamente exige apropriação de conhecimentos peculiares do contexto em questão.

De modo contínuo, o Design constrói e é construído por cultura, situações e comportamentos. O desenvolvimento da área de Design, seja pelo aprimoramento de processos, métodos e ferramentas, ou pela ânsia empresarial por inovação, tem valorizado atividades criativas. Nesse sentido, o design passou a abarcar outros campos, tais como: Design de serviços; Design de território; Design estratégico.

Mas Design de que?

O que já era difícil de ser clarificado, tornou-se tarefa ainda mais complicada! A expectativa do resultado tangível de design por parte do público em geral, entendendo design muitas vezes como «atributo estético de algo», pode sustentar a cultura do «design como fim». Ao mesmo tempo, é natural o interesse, expertise e de fundamental importância o designer envolver-se e aprimorar-se em algum fazer específico (design de algo).

Por outro lado, a percepção do «design de algo» muitas vezes restringe a concepção do Design como um modo de trabalho a partir de problemas, em um processo que cria empatia com usuários ao mesmo tempo que entende necessidades do contratante, de modo criativo e dinâmico, orientado para soluções.

Entretanto, para ampliar a compreensão das habilidades e competências profissionais em Design, aumentando a percepção de valor da área, é importante a adoção de uma postura coesa que considere o «design como design»: design como princípio, design como meio de resolver problemas, design como um percurso, e não apenas como um resultado específico.

É inegável a importância de designers, instituições e empresas de Design sustentarem a lógica de «design como processo de projeto» que pode congregar as mais diversas áreas de atuação. Evidentemente, o Design contribui para diferentes esferas da sociedade e tem como grande artifício o pensamento de modo abrangente capaz de conciliar necessidades conflitantes de empresas e dos usuários. Como uma atividade de projetação, o Design deve contemplar todo o espectro de subcategorias e áreas fins em que o designer pode atuar.

Quando o Design é fracionado, perde-se força. Considerar e difundir o design como um processo, quem sabe, poderá contribuir para uma nova percepção do mercado e, consequentemente, para fortalecimento e consolidação da área.

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Gabriel Bergmann Borges Vieira

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