Gestão do Design para integrar competências

Qual é o papel do design e do marketing junto aos desafios empresariais? Existe uma separação entre estas competências ou são complementares?

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A dist√Ęncia entre as diversas compet√™ncias est√£o cada vez menores. O¬†Marketing e o Design s√£o uma delas, mais do que procurar diferen√ßas, o mais importante √© procurar focos que sejam integradores. Ambas tem como objetivo o sucesso da empresa e de¬†sua marca. ¬†√Ȭ†poss√≠vel perceber diferenciais que se complementam, a criatividade alavancada por an√°lises subjetivas do design em especial os aspectos semi√≥ticos, l√ļdicos e subjetivos e as estrat√©gias para disponibilizar esta¬†criatividade no mercado, ¬†pr√≥prias¬†do √Ęmbito do Marketing.

Historicamente o marketing viu o design como resultado e não como processo. Entretanto, as atuais análises do papel do designer tem mudado esta concepção, colocando ambas as competências como colaboradoras e integradoras. Para o marketing, o design pode agregar valor, analogamente à  sociologia e a estética, através de mecanismos de apropriação do objeto na vida do consumidor, de signos de valor em novos grupos sociais, gostos e experiências do consumidor.

Assim surge uma nova ferramenta no mercado, para desenvolver estrat√©gias de produtos e servi√ßos que levem em conta al√©m dos par√Ęmetros competitivos, tendo¬†o conhecimento do consumidor como vari√°vel fundamental: a Gest√£o do Design ou Design Management, o qual tem como caracter√≠stica diferenciadora o papel importante ¬ęna identifica√ß√£o e comunica√ß√£o de maneiras pelas quais o design pode contribuir para o valor estrat√©gico de uma empresa¬Ľ (MOZOTA, 2011).

O Gestor de Design √©, portanto, um integrador por excel√™ncia, um conector de recursos humanos, tecnol√≥gicos, ambientais e de mercado que lhe permitem desenvolver estrat√©gias sempre com foco no design,¬†permitindo que a empresa obtenha, al√©m de¬†resultados econ√īmicos, ¬†recursos¬†emocionais que v√£o trazer valores como fidelidade √† marca, reconhecimento da qualidade de uma empresa e coer√™ncia de servi√ßos perante o consumidor/usu√°rio dos seus produtos.

S√£o v√°rios os componentes que fazem parte da decis√£o de compra do consumidor, tanto os fatores racionais (pre√ßo, material, qualidade etc.) como subjetivos (cor, textura, forma, fun√ß√£o, experi√™ncias cognitivas e culturais etc.). A an√°lise da inter-rela√ß√£o destes,¬†desde a √≥tica do¬†marketing e do¬†design permitem estruturar estrat√©gias que levem ao sucesso do produto no mercado. Para implementar tal ¬†estrat√©gia, √© necess√°rio o reconhecimento tanto pela Diretoria quanto pela Alta Ger√™ncia ,¬†do rol fundamental do design e de sua gest√£o na elabora√ß√£o de planos de neg√≥cios. Grandes empresas j√° perceberam esta import√Ęncia, tais¬†a Apple, Samsung, Alpargatas (Sand√°lias Havaianas), H.Stern (Joias) entre tantas.

O design deixou de ser s√≥ uma quest√£o est√©tica passando a colocar sua criatividade em prol do neg√≥cio da empresa, incluindo-se, assim, valores subjetivos,¬†¬†criando mais do que uma necessidade de fun√ß√£o, uma experi√™ncia de vida. O designer quando cria produtos e solu√ß√Ķes cria hist√≥rias, neste sentido tem um olhar agu√ßado da¬†condi√ß√£o humana, sabe como poucos observar o consumidor e traduzir esta observa√ß√£o em solu√ß√Ķes, seja gr√°fica¬†(marca, imagem corporativa, embalagens etc.), de moda (roupa, acess√≥rios, padronagens etc.) ou¬†de produtos.

Como resultado deste amplo contexto, a Gest√£o de Design surge como fator estrat√©gico nas empresas, as quais¬†dependem da sua criatividade para se diferenciar no mercado. Logo,¬†a Gest√£o do¬†Design deve estar no n√ļcleo da empresa, na sua filosofia, na fase onde se concebem os projetos, concretizando-se por meio de estrat√©gias,¬†identificando oportunidades, interpretando as necessidades do cliente, contribuindo assim com o sucesso do neg√≥cio.¬†

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Editor: Ana Bossler Porto Alegre Seguidores: 71

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Bibliografia:

  • BEST, Kathryn.¬†Management del Dise√Īo: Estrategia, proceso y pr√°ctica de la gesti√≥n del dise√Īo. Barcelona, Espa√Īa: Parram√≥n Ediciones S.A., 2009. 215 p. Trad. Melissa Arcos Percy.
  • BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro, Rj: Campus, 2010. 352 p. Trad. Cristina Yamagami.
  • BRUNNER, Robert; EMERY, Stewart. Gest√£o Estrat√©gica do Design. Edit. M. Books. S√£o Paulo, Sp: 2010.
  • FRASER, Heather M. A.¬†Design para Neg√≥cios na Pr√°tica:como gerar inova√ß√£o e crescimento nas empresas aplicando o design. Rio de Janeiro, Rj: Elsevier, 2012. 207 p. Tradu√ß√£o de: Leonardo Abramowicz.
  • GIMENO, Jos√© Maria Iv√°√Īez. La gesti√≥n del dise√Īo en la empresa. S√©rie McGraw-Hill de Management. Edit. McGraw-Hill. Madrid, Espa√Īa. 2000.
  • KOTLER, Philip et al. Marketing 3.0. Edit. Elsevier. S√£o Paulo, 2010
  • MOZOTA, Brigitte Borja de et al. Gest√£o de Design: usando o design para construir valor de marca e inova√ß√£o corporativa. Porto Alegre, Rs: Bookman, 2011. 343 p. Trad. de Lene Belon Ribeiro.
  • NEUMEIER, Marty. A Empresa Orientada Pelo Design. Trad. Felix Jose Nonenmacher. Edit. Bookman. Porto Alegre, 2010
  • PHILLIPS, Peter L. Briefing: A Gest√£o do Projeto de Design. Trad. Itiro Iida. Edit. Edgard Bl√ľcher. S√£o Paulo: 2008
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Luis Emiliano Costa Avenda√Īo

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Título:
Design abaixo do Equador
Sinopsis:
Porque devemos pensar grande num mundo onde ainda nos espelhamos no design dos pa√≠ses desenvolvidos: uma reflex√£o √†s futuras gera√ß√Ķes de designer
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Beto Lima
Feb 2015

O que seria da Apple sem o design ? ;)

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Luiz Filipe Trigo
Feb 2015

O que seria do Design sem a Apple? :)

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13
Beto Lima
Feb 2015

O design iria sobreviver muito bem até porque são os conceitos do design que foram aplicados na Apple e não ao contrário e a mesma soube muito bem fazer uso desses conceitos, simples assim, clean como os produtos da Apple onde menos é mais :)

1
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