O passado sombrio do currículo

O currículo, como o conhecemos, chegou ao fim.

Marco Rinaldi Ciudad de México
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Escrever um curriculum vitae ou um resumo profissional não é coisa de outro mundo. Existem formatos prontos onde somente devemos pôr, em lugares específicos, nosso nome, fotografia, dados para contato, etc. O primeiro currículo que se tem notícia foi feito por Leonardo da Vinci (1482). Entretanto, este tipo de documento, como conhecemos hoje em dia, foi incorporado recentemente, mais precisamente na década de 50, com seu único propósito que nunca mudou. O CV dá sinais, pistas e características que podem aprovar ou não um candidato — através de filtros de seleção — para os cargos médios.

Não é de se estranhar que as grandes empresas recebam mais de 2000 resumos por dia, que não são lidos por pessoas, mas por comutadores: elementos dotados de inteligência artificial, que buscam sinais para garantir eficiência, evitar riscos e medir as aptidões dos indivíduos. É um processo que fomenta a mediocridade. Não se trata de conhecer mais sobre você, mas de verificar se você entra na lista do supermercado corporativo. Uma frase de Albert Einstein exemplifica perfeitamente esta situação:

«Todos somos gênios. Mas se julga um peixe por sua habilidade para subir em uma árvore, viverá a vida inteira acreditando que ele é estúpido».

Albert Einstein

Então se perguntará: qual é a solução para este problema? Existem dois caminhos. Se o seu objetivo é entrar em uma instituição que não valoriza as pessoas por sua genialidade, mas por sua capacidade de se enquadrar a um modelo padronizado, crie você mesmo a lista do supermercado. Enumere o que está procurando, siga os formatos e não deixe espaços em branco. Mas cuidado, se algo fugir da média ficará de fora.

Mas se verdadeiramente deseja ser alguém que agregue valor, que gere mudanças e que contribua para o crescimento das empresas, o CV, tal como conhecemos, deixou de ter sentido. Antes da era industrial as pessoas conheciam as façanhas de seus líderes, guerreiros e pensadores por meio das epopeias, das lendas e das histórias de difusão oral. Na atualidade, em meio a economia dominada pela interconexão, este conceito ganha força novamente.

A internet é a principal arma de comunicação. Se precisa de uma prova sobre isso, faça o seguinte: entra no Google, ou qualquer outro buscador, e procure pelo seu nome. Irá se surpreender com o que vai ver. A rede pode dizer muito ou pouco sobre você. Encontrará alguém que publicou seu trabalho, alguém que está falando sobre você, o que dizem seus colegas, as histórias que seus amigos contam sobre você, o impacto causado por seus projetos e as iniciativas que construiu para contribuir com valores sociais. Não existe nada mais imparcial e neutro que o retrato virtual que formamos de nós mesmos.

Não se preocupe se está apenas começando seu caminho profissional e exista pouca coisa sobre você na rede. Trabalhe, gere valor para você e seus círculos, fomente a mudança, comparta, aprecie e exiba seus trabalhos. Se tiver valor, o mundo logo reconhecerá.

Chegou a hora de deixar de juntar palavras em uma folha de papel e começar a construir o mundo que deseja. Desse jeito, e somente desse jeito, encontrará pessoas, grupos e instituições que valorizem seu trabalho e genialidade. Lembre-se: somos humanos. Não são as palavras em um papel que definem nossa capacidade. São nossos atos, nossas histórias de vitórias que modelam nosso caminho.

Editor: Luiz Claudio Gonçalves Gomes Campos Dos Goytacazes
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4/2014
Sole Verduga

Como afirmas, todo lo que esté en la red puede contribuir a que las personas y empresas tengan una percepción más acertada de nosotros, nuestro trabajo y personalidad, y corroborar si nuestra imagen congenia con los valores que buscan, y en muchos casos reemplazando al CV por completo.

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