Identidade Visual é mais do que um logotipo

Facilidades no acesso √†s identidades visuais das empresas e seu uso indiscriminado podem destruir a sinergia entre suas aplica√ß√Ķes.

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T√£o ou mais importante que um belo s√≠mbolo ou logotipo para sua empresa √© a sinergia criada pelo conjunto de suas aplica√ß√Ķes institucionais, promocionais, administrativas, ambientais e at√© operacionais. Todos os p√ļblicos impactados (inclusive e principalmente o p√ļblico interno) devem perceber a harmonia desse conjunto para formar a imagem positiva e organizada de uma empresa, institui√ß√£o ou entidade.

O excesso de informa√ß√Ķes visuais e os diversos ve√≠culos de difus√£o, impressos ou digitais, fazem com que nossa aten√ß√£o seja pulverizada e todas as poss√≠veis informa√ß√Ķes n√£o passem de ru√≠dos. O uso com coer√™ncia e unidade na constru√ß√£o das marcas torna-se um dos poucos recursos para reter a aten√ß√£o e facilitar a memoriza√ß√£o por parte do nosso p√ļblico alvo, tornando nossa marca reconhecida, bem representada e respeitada.

Independente do porte das organiza√ß√Ķes, manter sua identidade dentro de uma linguagem visual uniforme e coerente em todas as aplica√ß√Ķes de seu s√≠mbolo (logotipo, cores, tipografia e outros recursos visuais agregados) √© procedimento que deve ser observado por todos nos momentos da cria√ß√£o e da produ√ß√£o de seus pontos de contato visual.

H√° alguns anos os¬†Manuais de Identidade Visual tinham a fun√ß√£o de orientar apenas os profissionais quanto ao uso apenas de seu logotipo, cor e sobre como aplic√°-lo no papel carta, no cart√£o de visitas e algumas outras aplica√ß√Ķes b√°sicas.

Hoje, sabemos que a Identidade Visual1 √© formada por um conjunto de elementos tais como: cores, tipografia, grafismos, design dos produtos, folhetos, embalagens, sites, PDV e outros pontos de contato. √Č esse conjunto que constr√≥i uma linguagem gr√°fico-visual √ļnica, una, exclusiva e reconhec√≠vel que pode at√© chegar a dispensar o pr√≥prio logotipo.

Com a disponibiliza√ß√£o destes elementos nos computadores, nas redes sociais e at√© em sites de buscas, al√©m de orientar, um Manual de Identidade deve restringir o uso indiscriminado e sem crit√©rio desses elementos formadores da identidade visual da empresa por seus colaboradores e fornecedores e, ao mesmo tempo, disponibilizar material, exemplos e refer√™ncias para n√£o ¬ęengessar¬Ľ o uso do s√≠mbolo ou do logotipo, transformando-os em ¬ęcarimbo¬Ľ usado sem crit√©rios.

O acesso a esses elementos tornou muito f√°ceis as ¬ęcria√ß√Ķes de solu√ß√Ķes gr√°ficas¬Ľ por parte de colaboradores que, sem forma√ß√£o espec√≠fica, desconhecem o processo da constru√ß√£o de uma identidade visual. Assim, embora bem intencionados, distorcem, deformam, mudam propor√ß√Ķes, cores, tipografias e incorporam elementos estranhos √† a esta linguagem.

Devemos lembrar tamb√©m que, hoje, o maior volume de comunica√ß√Ķes empresariais √© digital e n√£o gr√°fica, ou impressas em m√°quinas digitais, uma nova m√≠dia que tamb√©m n√£o oferece qualidade constante e uniforme, varia do computador de quem envia para o computador de quem recebe e de impressora para impressora. N√£o existe um padr√£o crom√°tico entre as diferentes marcas de monitores, impressoras e fabricantes de cartuchos e por isso, aquilo que o emissor v√™ na sua tela n√£o seja o mesmo que v√™ quem recebe.

S√≥ a observ√Ęncia e o respeito aos modelos estabelecidos em um Guia ou Manual de Identidade por todos os envolvidos (colaboradores internos e externos, designers, ag√™ncias e fornecedores) pode garantir o pronto reconhecimento de uma empresa ao longo do tempo atrav√©s de sua identidade visual.

A criação de uma simples peça de comunicação e o controle de qualidade na compra de um item que carrega a identidade visual da empresa deve ser tão rigoroso e preciso quanto a compra de um parafuso para montar uma determinada peça ou da escolha de uma simples palavra na redação de um contrato quando elaborado por um advogado.

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  1. (IFD, 2008), O manual de identidade visual √© um guia para correta aplica√ß√£o do logotipo nele est√£o expostos os conceitos para a criar uma normatiza√ß√£o de escala crom√°tica, fontes gr√°ficas, dimens√Ķes. Este guia procura delimitar os limites em que o logo pode ser inserida.
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Nelson Graubart

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