Designer para um pais em crise

Vários países estão vivendo uma crise econômica e financeira, obrigando a todos a criarem soluções alternativas para manterem suas rendas. Qual o papel do designer neste processo?

Retrato de Nelson Graubart Nelson Graubart São Paulo Seguidores: 13

Opiniões:
5
Votos:
11
Compartir:

Há marcas que surgem com a vocação para serem globais, outras nacionais e ainda há aquelas que são criadas para atuarem em uma pequena comunidade, um condomínio, um bairro ou até em uma rua. Neste momento que o Brasil atravessa estamos sendo procurados por um novo perfil de cliente: São pequenos ou micro empreendedores, normalmente individuais ou no máximo dois sócios em busca de soluções para o desemprego ou em busca de rendas complementares.

São pessoas comuns em busca de uma solução alternativa, como donas de casa que querem transformar seus dotes culinários em «congelados» ou brigadeiros, são amigas que querem transformar seus hobbies de artesanato em joias, cervejeiros artesanais de final de semana que querem montar um beer-truck, ou até profissionais liberais se reposicionando no mercado: médicos abrindo clínicas para poderem trabalhar com convênios, engenheiros abrindo construtoras para pequenas reformas, administradores virando consultores ou corretores de seguros, jornalistas se transformando em assessores de imprensa ou blogueiros, enfim cada um procurando soluções alternativas para a crise que estamos passando. Este novo perfil de cliente também precisa construir sua marca, se identificar e se diferenciar.

Do seu posicionamento no mercado, o nome da sua marca, a identidade visual, cartão de vista, a fachada e decoração de seu estabelecimento, site, embalagens, rótulos e outros itens que farão o contato visual, e quais as mensagens e canais de comunicação com seus públicos. Este cliente precisa de um projeto de branding proporcional ao negócio que está se iniciando.

Este novo mercado está exigindo um reposicionamento de nós designers não só no comportamento, mas também no atendimento e principalmente nos custos praticados, pois é um mercado que merece ser muito bem e profissionalmente atendido, independente do seu porte inicial, pois da qualidade de nosso trabalho pode significar não só a sobrevivência deste empreendimento mas também seu crescimento e perpetuação no mercado.

Se falar com o dono do negócio é mais simples do que com uma grande corporação com vários níveis de decisão, o desafio de lidar com pessoas não habituadas aos conceitos de design ou às nuances do mundo dos negócios além de sua área de conhecimento específico, também exige preparo e flexibilidade dos especialistas.

É preciso saber conduzir situações de ansiedade e orientar o cliente em áreas que ele talvez ainda não conheça. É preciso esclarecer certos porquês para evitar desperdícios e erros estratégicos que podem inviabilizar qualquer iniciativa empreendedora por mais promissora que possa parecer.

O que você acha? Compartilhe sua opinião agora! Precisamos da sua ajuda para continuar produzindo conteúdo gratuito. Considere apoiar o trabalho da FOROALFA com uma doação de qualquer valor em PayPal.


Retrato de Nelson Graubart Nelson Graubart São Paulo Seguidores: 13

Opiniões:
5
Votos:
11
Compartir:

Colabore com a difusão deste artigo traduzindo-o

Traduzir ao espanhol Traduzir ao inglês Traduzir ao intaliano
Código QR para acesso ao artigo Designer para um pais em crise

Este artigo não expressa a opinião dos editores e responsáveis de FOROALFA, os quais não assumem qualquer responsabilidade pela sua autoria e natureza. Para reproduzi-lo, a não ser que esteja expressamente indicado, por favor solicitar autorização do autor. Dada a gratuidade deste site e a condição hiper-textual do meio, agradecemos que evite a reprodução total noutros Web sites.

Nelson Graubart

Mais artigosdeNelson Graubart

Título:
Identidade Visual é mais do que um logotipo
Resumo:
Facilidades no acesso às identidades visuais das empresas e seu uso indiscriminado podem destruir a sinergia entre suas aplicações.
Compartilhar:

Debate

Logotipo de
Sua opinião

Ingresse com sua conta para opinar neste artigo. Se não a tem, crê sua conta grátis agora.

Retrato de Lucilia Alencastro Brancalua
0
Lucilia Alencastro Brancalua
Nov 2017

Pois é... é um ótimo mercado... Você acha que a tabela de valores da ADEGRAF, de Brasília, é uma referência boa nesse caso? Ela é bem atualizada. Já a da ADG... é de 2004! Ainda assim, alguns clientes pequenos acham os valores muito altos. Bem, eu sempre explico bem direitinho o porque dos preços, o que fazemos, o que estudamos pra chegar até aqui, o quanto um médico cobra, o quanto uma faxineira cobra, blá, blá, blá... Mas que difícil, né?!

2
Retrato de Nelson Graubart
13
Nelson Graubart
Nov 2017

Verdade Lucília. Acho que nenhuma tabela reflete o valor do trabalho. Apenas seu custo. Para o pequeno e iniciante empresário qualquer custo e alto e lembre-se que existem alternativas na internet que são aviltantes.

1
Retrato de Larissa Franciscato
0
Larissa Franciscato
Nov 2017

O que eu tenho feito é mostrar a tabela da adegraf já que a da ADG está desatualizada. E faço uma pergunta depois que o cliente diz que não pode pagar por esse preço da tabela. Pergunto: " Diante desse valor de mercado, qual seria o seu ponto de equilíbrio?" Ela recebe e pensa: "Qual valor eu tenho para investir?" Dai ela manda uma proposta, se esse valor faz sentido para mim como profissional, msmo não sendo o meu ideal, diante da situação, eu faço, caso contrário não faço, mantenho a relação estável para quando ela puder investir um pouco mais em Design ela me procurar... Tem funcionado.

0
Retrato de Roberto Magalhaes Silva
0
Roberto Magalhaes Silva
Feb 2018

Cada estado tem um valor diferente.

Penso que temos que agregar valor e nem sempre diminuir custos.

Deveria ter sim, regulamentação para esse tipo de polêmica comercial se tornar

uma desordem geral.

0
Retrato de Nelson Graubart
13
Nelson Graubart
Feb 2018

Meu caro Roberto,

cada estado tem valores diferentes assim como cada profissional e cada cliente tambem tem valores diferentes. Cabe a cada um de nós escolhermos o que é adequado, ético e possível.

0
Responder

Lhe poderiam interessar

Retrato de Norberto Chaves
Autor:
Norberto Chaves
Título:
Com ou sem símbolo
Resumo:
Uma alternativa marcaria condicionada pelo perfil e pela comunicação.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
20
Opiniões:
1
Seguidores:
3502
Retrato de Norberto Chaves
Autor:
Norberto Chaves
Título:
O teste da marca corporativa
Resumo:
A irrelevancia da opinião pública nas decisões estratégicas.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
14
Seguidores:
3502
Retrato de Norberto Chaves
Autor:
Norberto Chaves
Título:
Mais sobre o logótipo corporativo
Resumo:
Clarificação sobre as funções universais deste sinal identificador.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
8
Opiniões:
1
Seguidores:
3502
Retrato de Norberto Chaves
Autor:
Norberto Chaves
Título:
Pensamento tipológico
Resumo:
Um requisito fundamental para saber avaliar e desenhar corretamente signos gráficos marcários.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
31
Opiniões:
4
Seguidores:
3502
Ilustração principal do artigo Olhares gráficos: design, conceito e identidade visual
Autor:
Beto Lima
Título:
Olhares gráficos: design, conceito e identidade visual
Resumo:
A utilização do olho no logo da «CBS Television» e em outras empresas que dele se utilizam como elemento gráfico em suas marcas.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
12
Opiniões:
3
Seguidores:
14
Retrato de Norberto Chaves
Autor:
Norberto Chaves
Título:
O símbolo de uma comunidade
Resumo:
A capacidade emblemática de um identificador social: motivação e convencionalização.
Traduções:
Compartilhar:
Interações:
Votos:
1
Seguidores:
3502