Designer para um pais em crise

Vários países estão vivendo uma crise econômica e financeira, obrigando a todos a criarem soluções alternativas para manterem suas rendas. Qual o papel do designer neste processo?

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Há marcas que surgem com a vocação para serem globais, outras nacionais e ainda há aquelas que são criadas para atuarem em uma pequena comunidade, um condomínio, um bairro ou até em uma rua. Neste momento que o Brasil atravessa estamos sendo procurados por um novo perfil de cliente: São pequenos ou micro empreendedores, normalmente individuais ou no máximo dois sócios em busca de soluções para o desemprego ou em busca de rendas complementares.

São pessoas comuns em busca de uma solução alternativa, como donas de casa que querem transformar seus dotes culinários em «congelados» ou brigadeiros, são amigas que querem transformar seus hobbies de artesanato em joias, cervejeiros artesanais de final de semana que querem montar um beer-truck, ou até profissionais liberais se reposicionando no mercado: médicos abrindo clínicas para poderem trabalhar com convênios, engenheiros abrindo construtoras para pequenas reformas, administradores virando consultores ou corretores de seguros, jornalistas se transformando em assessores de imprensa ou blogueiros, enfim cada um procurando soluções alternativas para a crise que estamos passando. Este novo perfil de cliente também precisa construir sua marca, se identificar e se diferenciar.

Do seu posicionamento no mercado, o nome da sua marca, a identidade visual, cartão de vista, a fachada e decoração de seu estabelecimento, site, embalagens, rótulos e outros itens que farão o contato visual, e quais as mensagens e canais de comunicação com seus públicos. Este cliente precisa de um projeto de branding proporcional ao negócio que está se iniciando.

Este novo mercado está exigindo um reposicionamento de nós designers não só no comportamento, mas também no atendimento e principalmente nos custos praticados, pois é um mercado que merece ser muito bem e profissionalmente atendido, independente do seu porte inicial, pois da qualidade de nosso trabalho pode significar não só a sobrevivência deste empreendimento mas também seu crescimento e perpetuação no mercado.

Se falar com o dono do negócio é mais simples do que com uma grande corporação com vários níveis de decisão, o desafio de lidar com pessoas não habituadas aos conceitos de design ou às nuances do mundo dos negócios além de sua área de conhecimento específico, também exige preparo e flexibilidade dos especialistas.

É preciso saber conduzir situações de ansiedade e orientar o cliente em áreas que ele talvez ainda não conheça. É preciso esclarecer certos porquês para evitar desperdícios e erros estratégicos que podem inviabilizar qualquer iniciativa empreendedora por mais promissora que possa parecer.

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Lucilia Alencastro Brancalua
Há um ano

Pois é... é um ótimo mercado... Você acha que a tabela de valores da ADEGRAF, de Brasília, é uma referência boa nesse caso? Ela é bem atualizada. Já a da ADG... é de 2004! Ainda assim, alguns clientes pequenos acham os valores muito altos. Bem, eu sempre explico bem direitinho o porque dos preços, o que fazemos, o que estudamos pra chegar até aqui, o quanto um médico cobra, o quanto uma faxineira cobra, blá, blá, blá... Mas que difícil, né?!

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Nelson Graubart
Há um ano

Verdade Lucília. Acho que nenhuma tabela reflete o valor do trabalho. Apenas seu custo. Para o pequeno e iniciante empresário qualquer custo e alto e lembre-se que existem alternativas na internet que são aviltantes.

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Larissa Franciscato
Há um ano

O que eu tenho feito é mostrar a tabela da adegraf já que a da ADG está desatualizada. E faço uma pergunta depois que o cliente diz que não pode pagar por esse preço da tabela. Pergunto: " Diante desse valor de mercado, qual seria o seu ponto de equilíbrio?" Ela recebe e pensa: "Qual valor eu tenho para investir?" Dai ela manda uma proposta, se esse valor faz sentido para mim como profissional, msmo não sendo o meu ideal, diante da situação, eu faço, caso contrário não faço, mantenho a relação estável para quando ela puder investir um pouco mais em Design ela me procurar... Tem funcionado.

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Roberto Magalhaes Silva
Há um ano

Cada estado tem um valor diferente.

Penso que temos que agregar valor e nem sempre diminuir custos.

Deveria ter sim, regulamentação para esse tipo de polêmica comercial se tornar

uma desordem geral.

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Nelson Graubart
Há um ano

Meu caro Roberto,

cada estado tem valores diferentes assim como cada profissional e cada cliente tambem tem valores diferentes. Cabe a cada um de nós escolhermos o que é adequado, ético e possível.

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