Novos desafios da educação em design

Educar designers para responder aos desafios e incertezas do século XXI passa pela educação continua daqueles que se dedicam à formação em design.

Daniel Cid Moragas, autor AutorDaniel Cid Moragas Seguidores: 6
Luiz Claudio Gonçalves Gomes, tradutor TraduçãoLuiz Claudio Gonçalves Gomes Seguidores: 46
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Frente ao mundo em constantes mudanças, onde é produzida uma grande variedade de novas relações entre a sociedade e seu entorno, os desafios atuais do design não são exclusivamente a resolução de problemas, mas sobretudo a proposta de novas iniciativas; novos questionamentos e, portanto, novas soluções frente aos grandes desafios econômicos, sociais e ambientais da atualidade. Uma nova forma de projetar que deve fundamentar-se em instrumentos consolidados mas, também, no convencimento de que os instrumentos têm que reinventar-se constantemente, e interatuar com outras áreas em contínuo diálogo. Diante destes novos desafios nosso objeto enquanto docentes deveria ser o de formar designers capazes de adotar uma posição inovadora, que entendam e compreendam as novas funções que tem adquirido o design; profissionais preparados para responder a estes novos desafios, e para contribuir com a prefiguração dos cenários nos quais se construirá o futuro.

O designer contemporâneo deve ter uma visão global sobre o que significa comunicação, com uma ampla versatilidade diante das distintas necessidades, entornos, processos e linguagens. As narrativas interativas, os entornos virtuais em entornos físicos e as soluções dos meios estarão ainda mais presentes no design do futuro. Aos novos designers deve ser exigido, portanto, que sejam capazes de entender a transformação que estas novas formas de transmitir informação implicam. Devem saber tirar partido do potencial que possuem para o crescimento social e econômico; ser capazes de estabelecer novas oportunidades profissionais e , definitivamente, fomentar o caráter empreendedor dos meios.

As grandes revoluções tecnológicas estão em curso no ambiente da informação, mas também da biotecnologia, ciência dos materiais e nanotecnologia. O terreno mais fértil provavelmente se encontra na interação entre estas áreas. O desenvolvimento de novos materiais e novas tecnologias de fabricação aditiva está configurando e contextualizando um novo paradigma no design e desenvolvimento de produto. Na escola devemos fomentar um olhar multidisciplinar que permita ao aluno de design afrontar estes novos desafios. Um aproveitamento de materiais e das tecnologias que seja, ao mesmo tempo, a base para criar soluções sustentáveis. Sem dúvida a aparição de novos desafios ambientais requer um novo enfoque que combine necessidades das pessoas com as da empresa e da tecnologia, e contribua, desse modo, para a melhoria da qualidade de vida.

 Mais do que nunca é necessário compreender, a partir do design, a lógica da globalização econômica, social e cultural. Ou melhor, entender o design como resultado de uma demanda econômica, social e cultural global. Por esta razão, devemos formar profissionais com capacidade de aprender a aprender, de analisar contextos mutantes e de se adaptar às novas situações. Designers críticos capazes de entender a demanda do design a partir do ponto de vista de seus clientes e dentro do cenário da cultura contemporânea. Profissionais que conheçam as funções do design, que entendam a tecnologia como agente da mudança social em que estamos imersos, mas que também sejam conscientes da função do design como transformador do entorno artificial e natural.

 Definitivamente, uma escola de design deve ser um espaço de pesquisa e intercâmbio de conhecimento, um espaço de expressão e de ação, onde seja fomentado o desenvolvimento profissional deste novo designer; uma formação através de atividades acadêmicas e de colaboração, em um entorno aberto e crítico de discussão. Mais do que nunca, e frente aos novos desafios que devemos enfrentar, é importante que saibamos partir de nossa própria experiência proposicional que a cultura do projeto oferece e ser capazes de produzir e formalizar novo conhecimento; um conhecimento que não fique apenas na universidade e que, precisamente, seja capaz de transforma-se em desenvolvimento social.

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