Novos desafios da educação em design

Educar designers para responder aos desafios e incertezas do século XXI passa pela educação continua daqueles que se dedicam à formação em design.

Retrato de Daniel Cid Moragas Daniel Cid Moragas Barcelona

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Frente ao mundo em constantes mudan√ßas, onde √© produzida uma grande variedade de novas rela√ß√Ķes entre a sociedade e seu entorno, os desafios atuais do design n√£o s√£o exclusivamente a resolu√ß√£o de problemas, mas sobretudo a proposta de novas iniciativas; novos questionamentos e, portanto, novas solu√ß√Ķes frente aos grandes desafios econ√īmicos, sociais e ambientais da atualidade. Uma nova forma de projetar que deve fundamentar-se em instrumentos consolidados mas, tamb√©m, no convencimento de que os instrumentos t√™m que reinventar-se constantemente, e interatuar com outras √°reas em cont√≠nuo di√°logo. Diante destes novos desafios nosso objeto enquanto docentes deveria ser o de formar designers capazes de adotar uma posi√ß√£o inovadora, que entendam e compreendam as novas fun√ß√Ķes que tem adquirido o design; profissionais preparados para responder a estes novos desafios, e para contribuir com a prefigura√ß√£o dos cen√°rios nos quais se construir√° o futuro.

O designer contempor√Ęneo deve ter uma vis√£o global sobre o que significa comunica√ß√£o, com uma ampla versatilidade diante das distintas necessidades, entornos, processos e linguagens. As narrativas interativas, os entornos virtuais em entornos f√≠sicos e as solu√ß√Ķes dos meios estar√£o ainda mais presentes no design do futuro. Aos novos designers deve ser exigido, portanto, que sejam capazes de entender a transforma√ß√£o que estas novas formas de transmitir informa√ß√£o implicam. Devem saber tirar partido do potencial que possuem para o crescimento social e econ√īmico; ser capazes de estabelecer novas oportunidades profissionais e , definitivamente, fomentar o car√°ter empreendedor dos meios.

As grandes revolu√ß√Ķes tecnol√≥gicas est√£o em curso no ambiente da informa√ß√£o, mas tamb√©m da biotecnologia, ci√™ncia dos materiais e nanotecnologia. O terreno mais f√©rtil provavelmente se encontra na intera√ß√£o entre estas √°reas. O desenvolvimento de novos materiais e novas tecnologias de fabrica√ß√£o aditiva est√° configurando e contextualizando um novo paradigma no design e desenvolvimento de produto. Na escola devemos fomentar um olhar multidisciplinar que permita ao aluno de design afrontar estes novos desafios. Um aproveitamento de materiais e das tecnologias que seja, ao mesmo tempo, a base para criar solu√ß√Ķes sustent√°veis. Sem d√ļvida a apari√ß√£o de novos desafios ambientais requer um novo enfoque que combine necessidades das pessoas com as da empresa e da tecnologia, e contribua, desse modo, para a melhoria da qualidade de vida.

¬†Mais do que nunca √© necess√°rio compreender, a partir do design, a l√≥gica da globaliza√ß√£o econ√īmica, social e cultural. Ou melhor, entender o design como resultado de uma demanda econ√īmica, social e cultural global. Por esta raz√£o, devemos formar profissionais com capacidade de aprender a aprender, de analisar contextos mutantes e de se adaptar √†s novas situa√ß√Ķes. Designers cr√≠ticos capazes de entender a demanda do design a partir do ponto de vista de seus clientes e dentro do cen√°rio da cultura contempor√Ęnea. Profissionais que conhe√ßam as fun√ß√Ķes do design, que entendam a tecnologia como agente da mudan√ßa social em que estamos imersos, mas que tamb√©m sejam conscientes da fun√ß√£o do design como transformador do entorno artificial e natural.

¬†Definitivamente, uma escola de design deve ser um espa√ßo de pesquisa e interc√Ęmbio de conhecimento, um espa√ßo de express√£o e de a√ß√£o, onde seja fomentado o desenvolvimento profissional deste novo designer; uma forma√ß√£o atrav√©s de atividades acad√™micas e de colabora√ß√£o, em um entorno¬†aberto e cr√≠tico de discuss√£o. Mais do que nunca, e frente aos novos desafios que devemos enfrentar, √© importante que saibamos partir de nossa¬†pr√≥pria experi√™ncia proposicional que a cultura do projeto oferece e ser capazes de produzir e formalizar novo conhecimento; um conhecimento que n√£o fique apenas na universidade e que, precisamente, seja capaz de transforma-se em desenvolvimento social.

Traduzido por Luiz Claudio Gonçalves Gomes Campos Dos Goytacazes

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