A inovação no design de produtos

No mercado de hoje é preciso ser inovador em vários aspectos e em grande velocidade, em cada ponto do processo de produção.

Retrato de Rê Gastal Rê Gastal Porto Alegre Seguidores: 0

Opiniones:
0
Votos:
7
Compartir:
Ilustración principal del artículo A inovação no design de produtos

A diferen√ßa entre inven√ß√£o e inova√ß√£o, est√° que a primeira tende a ser livre e despreocupada com desdobramentos, enquanto a segunda pode ser incremental ou radical e n√£o despreza detalhes pr√°ticos, e dependem da exist√™ncia dos fatores conhecimento, compet√™ncia e circunst√Ęncia, conforme descreve Medeiros (2004). Ao longo do tempo um conjunto de inova√ß√Ķes promovem altera√ß√Ķes radicais nos produtos e processos utilizados socialmente. Quintella (2000) aponta que as inova√ß√Ķes modificam radicalmente a cultura organizacional, a cultura de uma na√ß√£o e dos grupos humanos.

Em Barbieri (1997) apud Pereira (1998), na √°rea produtiva, inova√ß√£o significa o estabelecimento de novidades materializadas atrav√©s dos produtos, processos e servi√ßos, tanto os novos como os modificados. Inova√ß√£o tecnol√≥gica pode ser vista como um processo realizado por uma empresa para introduzir produtos e processos que incorporem novas solu√ß√Ķes t√©cnicas, funcionais ou est√©ticas. Sobre esta defini√ß√£o, √© adicionado o conceito ambiental, onde s√≥ se caracteriza como uma verdadeira inova√ß√£o tecnol√≥gica aqueles processos que levem em conta a introdu√ß√£o de t√©cnicas e conceitos que estejam de acordo com os preceitos do desenvolvimento sustent√°vel.

Tipos de inovação

Barbieri (1997) classifica as inova√ß√Ķes como:

  1. novo processo produtivo ou altera√ß√£o no processo existente, s√£o altera√ß√Ķes em produtos e servi√ßos geralmente introduzidos com o objetivo de reduzir custos, melhorar a qualidade ou aumentar a capacidade de produ√ß√£o;
  2. modifica√ß√Ķes no produto existente ou a substitui√ß√£o de um modelo por outro, que cumpra a mesma finalidade b√°sica, acrescidas de outras complementares;
  3. introdução de novos produtos integrados verticalmente aos existentes, ou seja, fabricados a partir de um processo produtivo comum ou afim;
  4. introdução de novos produtos que exigem novas tecnologias para a empresa.

Os projetos de desenvolvimento de produtos s√£o definidos por Amaral (2006) nos seguintes tipos:

  1. projetos radicais ou breakthrough: envolvem significativas modifica√ß√Ķes no projeto do produto ou do processo existente; s√£o incorporadas novas tecnologias e materiais;
  2. projetos plataforma ou pr√≥xima gera√ß√£o: representam altera√ß√Ķes significativas no projeto do produto e/ou do processo, sem a introdu√ß√£o de novas tecnologias ou materiais, mas um novo sistema de solu√ß√Ķes para o cliente;
  3. projetos incrementais ou derivados: envolvem projetos que criam produtos e processos que s√£o derivados, h√≠bridos ou com pequenas modifica√ß√Ķes em rela√ß√£o aos projetos j√° existentes; incluem vers√Ķes de redu√ß√£o de custo; requerem menos recursos, pois partem dos produtos ou processos existentes, estendendo a aplicabilidade e ciclo de vida.

Amaral (2006) apresenta uma segunda classificação de projetos de desenvolvimento, dependendo do escopo da nova tecnologia ou de mudança na plataforma e de quão rápido a empresa transfere a plataforma de um projeto para outro:

  1. novo projeto: é desenvolvida uma nova plataforma tecnológica;
  2. transfer√™ncia de tecnologia simult√Ęnea: um novo projeto utiliza a plataforma de um projeto-base, antes que o desenvolvimento deste tenha sido conclu√≠do;
  3. transferência de tecnologia sequencial: um novo projeto utiliza a plataforma de um projeto base, cujo desenvolvimento já foi concluído e encontra-se em fase de produção;
  4. Modificação de projeto: não há transferência de tecnologia ou de plataforma de um projeto para outro; o projeto é modificado, mas sem que haja mudança na plataforma.

Pahl e Beitz (1999) apud Medeiros (2004), informa que o projeto pode ser:

  1. o projeto original envolve a elaboração de uma solução nova; pode gerar uma inovação radical por modificar significativamente o que existia em termos de produto ou processo;
  2. o projeto adaptativo envolve a adequação de princípios de solução já conhecidos, incorporando a eles melhorias incrementais;
  3. o projeto rotineiro exige mudanças de tamanho ou rearranjo no produto que agregue melhorias ao existente.

Produtos Inovadores

A ideia de incentivar as inven√ß√Ķes mediante a concess√£o do monop√≥lio de uso ‚ÄĒa patente‚ÄĒ surgiu na Rep√ļblica de Veneza, em 1477, segundo relatos de Macedo (2000). Tal pr√°tica foi retomada ap√≥s um s√©culo e meio pelo Estatuto dos Monop√≥lios e difunda pela Europa at√© a Am√©rica no fim do s√©culo XVIII. No decorrer do s√©culo XIX in√ļmeros pa√≠ses tinham suas leis nacionais de patentes, sendo o Brasil, em 1830, o primeiro dos pa√≠ses em desenvolvimento a conceder prote√ß√£o patent√°ria √†s inven√ß√Ķes. A patente pode ser conceituada, inicialmente, tendo por base os princ√≠pios do ¬ęContrato Social¬Ľ de Rousseau, como um acordo entre o inventor e a sociedade.

¬ęO Estado concede o monop√≥lio de inven√ß√£o, isto √©, a sua propriedade inerentemente caracterizada pelo uso exclusivo de um novo processo produtivo ou a fabrica√ß√£o de um produto novo vigente por um determinado prazo temporal e, em troca, o inventor divulga a sua inven√ß√£o, permitindo √† sociedade o livre acesso ao conhecimento desta¬Ľ. (Macedo, 2000)

Um aspecto importante que contribui para o desenvolvimento industrial é a condição obrigatória de que o produto ou processo seja industrializável. Barbosa detalha que qualquer invenção de produto ou de processo, deve ser nova, envolver um passo inventivo e ser passível de aplicação industrial. Portanto, são requisitos:

  1. Novidade: o produto ou processo deve ser novo, a invenção não pode ter sido divulgada num prazo superior a 12 meses;
  2. Passo inventivo: deve situar o produto ou processo, para o qual se requer a patente al√©m do ¬ęestado da t√©cnica¬Ľatualmente conhecido; a inven√ß√£o necessita representar um progresso n√£o √≥bvio ao atual estado da t√©cnica;
  3. Aplica√ß√£o industrial: o produto ou processo deve ser industrializ√°vel, ser √ļtil para o consumo e para o processo de produ√ß√£o.

As patentes funcionam como indicadores das tend√™ncias tecnol√≥gicas e de mercado. Conforme Barbosa, atrav√©s do conte√ļdo encontrado no relat√≥rio descritivo, nas reinvidica√ß√Ķes, nos desenhos e no resumo, as patentes informam aos empres√°rios o n√≠vel de desenvolvimento da tecnologia aplicada a cada √°rea.

Embora a ci√™ncia e tecnologia tenham objetivos e metodologias diferentes, h√° um v√≠nculo hist√≥rico e l√≥gico entre ambas que se evidencia a partir do s√©culo XIX nos prim√≥rdios do processo de apropria√ß√£o do conhecimento cient√≠fico pelo tecnol√≥gico, como explica Macedo (2000). Muitos cientistas que contribu√≠ram para o avan√ßo da ci√™ncia tamb√©m produziram significativas inven√ß√Ķes, como Isaac Newton o telesc√≥pio refletor, Kelvin patenteando o galvan√īmetro de espelho, Louis Pasteur obtendo as patentes para os processos de fabrica√ß√£o de cerveja e levedura e, Alfred Nobel desenvolvendo a dinamite. No s√©culo XX, trabalho cient√≠fico e t√©cnico interagem e s√£o encontrados cientistas como inventores nos documentos de patentes, tais como Einstein, Hahn, Milikan, Soddy, Ziegler, Boyer, etc.

Atualmente, existe uma capacidade de gera√ß√£o de inova√ß√Ķes muito r√°pida e com isso, se adotou uma t√°tica de reduzir o tempo de vida √ļtil de um produto, lidando deste modo com a introdu√ß√£o sistem√°tica de novos produtos, como diz Quintella (2005). A tarefa torna-se mais √°rdua quando se percebe que a vida m√©dia dos produtos do mercado est√° cada vez mais curta, como indica Baxter (1998).

O redesign ou o desenvolvimento continuado de produtos ocorre quando: h√° decl√≠nio do mercado de atua√ß√£o do produto; surgem novas tecnologias, materiais e processos; desenvolvem novas formas de funcionamento ‚ÄĒdo mec√Ęnico para o eletr√īnico‚ÄĒ; a miniaturiza√ß√£o de componentes; facilitadores de uso do produto; mudan√ßas em padr√Ķes est√©ticos e formais; ou ainda, mudan√ßas das necessidades dos usu√°rios. Lobach (2001) afirma que o projeto mais requisitado para os desenhistas industriais √© a adapta√ß√£o de produtos obsoletos a condi√ß√Ķes atuais, ¬ęj√° que em uma sociedade industrial t√£o desenvolvida √© quase imposs√≠vel lan√ßar um produto totalmente novo¬Ľ.

Retrato de Rê Gastal Rê Gastal Porto Alegre Seguidores: 0

Opiniones:
0
Votos:
7
Compartir:

Colabora con la difusión de este artículo traduciéndolo

Traducir al espa√Īol Traducir al ingl√©s Traducir al italiano
Código QR de acceso al artículo A inovação no design de produtos

Este artículo no expresa la opinión de los editores y responsables de FOROALFA, quienes no asumen responsabilidad alguna por su autoría y naturaleza. Para reproducirlo, salvo que estuviera expresamente indicado, por favor solicitar autorización al autor. Dada la gratuidad de este sitio y la condición hiper-textual del medio, agradeceremos evitar la reproducción total en otros sitios Web.

Debate

Logotipo de
Mi opinión:

Ingresa con tu cuenta para opinar en este artículo. Si no la tienes, crea tu cuenta gratis ahora.

Retrato de Alejandra Vedoya
0
Alejandra Vedoya
Jul 2010

Innovaci√≥n en el dise√Īo de productos

0
Responder
Retrato de Omar Esau Camacho
0
Omar Esau Camacho
Jul 2010

Fala guri!

existem poucos artigos com esse referencial teórico, ótimo artigo.

Parabéns!

0
Responder
Retrato de Gabriel Gallina
0
Gabriel Gallina
Jul 2010

dale juan! seria espetacular que conocieras a google translate. saludos : )

0
Responder
Retrato de Juan Wiens
0
Juan Wiens
Jul 2010

seria espetacular que tradujeran este artículo ya qeu estuy buscando qué leer sobre estos temas, pero sólo comprendo el título.. gracias.

0
Responder

Te podrían interesar

Logotipo de FOROALFA
Autor:
FOROALFA
Título:
Debate: ¬ŅTodo dise√Īo debe ser novedoso y original?
Sinopsis:
¬ŅInnovaci√≥n, creatividad y originalidad son componentes imprescindibles en cualquier proyecto de dise√Īo, o hay casos en los que no son necesarios, o son poco necesarios?
Compartir:
Interacciones:
Votos:
159
Opiniones:
190
Seguidores:
576
Ilustración principal del artículo Recordando a un visionario: Peter Behrens
Autor:
Michael Ritter
Título:
Recordando a un visionario: Peter Behrens
Sinopsis:
Peter Behrens (1868‚Äď1940) no fue √ļnicamente el padre del dise√Īo industrial alem√°n. Fue tambi√©n el fundador de la identidad corporativa.
Compartir:
Interacciones:
Votos:
83
Opiniones:
39
Seguidores:
83

Próximos cursos online

Desarrollamos para ti los mejores cursos online de actualización profesional, que te permitirán formarte y especializarte de la mano de renombrados especialistas

Auditoría de Marca

Auditoría de Marca

Taller de práctica profesional: análisis, diagnóstico y programa de marca sobre casos reales

6 semanas
8 Abril

Branding Corporativo

Branding Corporativo

Cómo planificar, construir y gestionar la marca de empresas e instituciones

4 semanas
20 Mayo

Estrategia de Marca

Estrategia de Marca

15 claves para programar el dise√Īo de s√≠mbolos y logotipos de alto rendimiento

4 semanas
24 Junio

Branding: Dise√Īador y Cliente

Branding: Dise√Īador y Cliente

Tratar con el cliente, hacer presupuestos y planificar las etapas de la creación de una marca

3 semanas
2 Septiembre