iPhone e a vis√£o de conjunto

A converg√™ncia de conte√ļdos em mini-aparelhos como o iPhone ir√° requerer do design um trabalho pelo reequil√≠brio entre as esferas ambientais e corporais.

Retrato de Eduardo Jaime Joselevich Eduardo Jaime Joselevich Tigre

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A aconcentra√ß√£o ilimitada de conte√ļdos em mini-aparelhos eletr√īnicos abre caminho para duas esferas de experi√™ncias para o usu√°rio. Uma delas √© obvia: a esfera corporal, que se refere aos conte√ļdos audiovisuais que s√£o reproduzidos em mini-telas e fones de ouvido para aquela determinada pessoa. Neste momento, √© nessa esfera que o marketing est√° concentrado seus esfor√ßos.

Em meu livro, ¬ęDesign P√≥s-industrial¬Ľ1, procurei descrever a paisagem tecnol√≥gica que se estende entre o micro extremo e o macro extremo. Apenas dos anos depois, o impacto do iPhone nos permite perceber como est√° se desenvolvendo essa polaridade.

Do lado micro, o paradigma est√°, sem d√ļvida, nas miniaturas policromadas das j√≥ias de Steve Jobs. Na outra ponta, outros luxos que a tecnologia p√Ķe e nosso alcance e ao design gr√°fico de ambientes.

Um exemplo √© o edif√≠cio da Inter ActiveCorp (IAC), em Nova York2, que foi projetado por Frank Gehry e terminado em 2007. Nele, o arquiteto usou duas paredes eletr√īnicas, de 40 x 3,40 m cada uma. A parede oeste mostra v√≠deos das marcas ligadas √† IAC, que, como eles mesmos definem ¬ęapaga as fronteiras entre v√≠deo arte e comunica√ß√£o comercial¬Ľ. J√° a parede leste permite que os visitantes aprendam sobre a IAC com recursos interativos na gigantesca tela touch screen.

Videowall interactiva en el edificio IAC, Nueva York.

O recurso que passamos a valorizar não é mais tecnologia, e sim a imaginação. Os recursos de retro-projeção a que Gehry recorre não têm futuro, pois as telas são planas apenas na aparência. Por trás há um espaço morto de 1,80 m de largura que esconde uma multidão de refletores e sistemas de espelhos. Logo teremos disponíveis telas com essas mesmas medidas que serão realmente planas, feitas em substratos de plasma, cristal líquido ou de qualquer outro tipo que ainda está em fase experimental. Contudo, o caso da IAC é um importante exemplo da macro-gráfica corporativa.

As tecnologias t√™m um vig√™ncia limitada, mas h√° um tema que segue perseverando faz anos: o design de ambientes com a cria√ß√£o de novos recursos para constru√ß√£o de pe√ßas gr√°ficas de grandes formatos, que se percebe no espa√ßo, a dist√Ęncias mut√°veis, e que j√° n√£o se l√™em de modo linear. Isso n√£o √© exatamente um conceito novo, e ilustres antecedentes j√° abordavam o tema, como Moholy-Nagy, que havia escrito sobra a ¬ęvis√£o em movimento¬Ľ e Charles Eames, que propunha em seus projetos organizar ¬ęo espa√ßo hiper-informativo¬Ľ.

Atualizando essas vis√Ķes, hoje podemos vislumbrar um √Ęmbito da arquitetura em que nossos corpos conservam sua volumetria original enquanto os demais artefatos se tornam bidimensionais ou at√© mesmo perdem toda sua dimens√£o not√°vel.

√Č nessa dire√ß√£o que temos incursionado programas escolares, dom√©sticos e de qual participei chamado ¬ę@ula 200¬Ľ. Parte do cat√°logo oficial do Bicenten√°rio da Revolu√ß√£o de Maio de 18103, trata-se de um prot√≥tipo centrado na configura√ß√£o de lousa eletr√īnicas de 1,80 m cada uma. S√£o utilizados diversos tipos de acess√≥rios port√°teis que s√£o distribu√≠dos entre os participantes e permitem que o grupo interaja. Nas telas tamb√©m h√° uma s√©rie de substratos em l√Ęmina que aplicadas nas macrotelas as deixam sens√≠veis ao tato.

Na aula eletr√īnica, as pessoas que est√£o no mesmo espa√ßo real interagem entre si, com o professor, e com os conte√ļdos apresentados nas telas sens√≠veis ao tato. O interesse cultural da experi√™ncia √© diferente quando essas mesmas pessoas engatadas autisticamente cada uma em seu mini-aparelho, se conectam com as demais somente atrav√©s de rede.

Outra oportunidade de tentar inova√ß√Ķes nessa √°rea surgiu de nossa atua√ß√£o profissional em uma din√Ęmica cooperativa de comunica√ß√Ķes de prov√≠ncia de Buenos Aires. Aqui nos aproximamos do tema da converg√™ncia de conte√ļdos, j√° que hoje √© tecnicamente poss√≠vel que um √ļnico provedor de servi√ßos de comunica√ß√£o ocupe o papel para a qual ainda h√° pouco necessit√°vamos de tr√™s: telefonia, TV e internet de banda larga. Existem, por agora, quest√Ķes regulat√≥rias a serem resolvidas, mas essas converg√™ncia total j√° est√° √† vista. Ao redor de uma ou mais telas se poder√° organizar um ambiente f√≠sico onde ser√£o acessadas todas as fun√ß√Ķes de trabalho, de √≥cio e a todas os conte√ļdos audiovisuais que interessam ao usu√°rio.¬†

A hist√≥ria do entretenimento audiovisual dom√©stico come√ßa com o primeiro r√°dio e o primeiro televisor a v√°lvulas. N√£o faz muito tempo que a cadeia de Hi-Fi alta fidelidade deu lugar aos home-theaters nas estantes das lojas de eletr√īnicos. Logo assistiremos a uma grande concorr√™ncia de ofertas de medias centers e centrais de inform√°tica que permitir√£o administrar todos os conte√ļdos, incluindo os que usu√°rios armazenam em seus mini-aparelhos como, neste momento, seus iPhones. Algumas marcas unir√£o essas ofertas para o que se chama ¬ęcasa inteligente¬Ľ, num futuro n√£o muito distante.

Os designers precisarão de conceitos claros para desdobrar e desenvolver esses novos engenhos para irem além dos investimentos e das expectativas de casa fabricante. As tecnologias possibilitam mudanças que, definitivamente, vão acabar acontecendo de alguma maneira. Mas conhecendo de antemão essas possibilidades, os designers poderão fazer com que seus produtos adquiram forma e sentido em vez de caírem ao bel prazer do marketing.

Traduzido por Abc Design Curitiba

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  1. Eduardo Joselevich, ¬ęDise√Īo Posindustrial¬Ľ, Ediciones Infinito, Buenos Aires, 2005.
  2. Para mais informa√ß√Ķes, visitar www.iachq.com
  3. Projeto¬†¬ę@ula 200¬Ľ de Silvio Grichener e Eduardo Joselevich.
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Retrato de Christian Ullmann
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Christian Ullmann
Mai 2012

Caro Eduardo, si, la tecnología nos da la oportunidad de desarrollar nuestra imaginación y el marketing y las empresas solo ven dinero entrando en sus cuentas.

El avance desmedido de la tecnología, solo consigue, ampliar la brecha de desigualdad social, porque las prioridades de la mayoría de las empresas es continuar trabajando para los nichos mas adinerados del mercado.

Sabiendo esto, como podemos seguir obcecados por este camino sin retorno?

Link materia: fabricación de iphone e ipad en la China

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Retrato de Jenny Buitrago Díaz
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Jenny Buitrago Díaz
Mai 2012

Hola Eduardo, oportunamente tocas el tema del iPhone y el impacto que han tenido en todos, pues he podido ver como cada vez m√°s personas desean o ya han adquirido uno de estos, es muy cierto que ¬ęlas tecnolog√≠as tienen una vigencia limitada¬Ľ y una muy peque√Īa creo yo, pareciera que los desarrolladores jam√°s se detuvieran en su b√ļsqueda por superar versiones anteriores, creo que la postura que el dise√Īador debe tener en este aspecto que avanza con gran rapidez, es el de  ľadaptabilidad ľ, considerar √©stos, como nuevas herramientas que pueden cambiar la manera de concebir o experimentar una pieza.

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Anamaria Gil
Mai 2012

Jenny tienes toda la raz√≥n el iPhone ha hecho revoluci√≥n y ha causado un impacto a nivel mundial, pienso que ha conseguido cambiar los h√°bitos sociales por su gran revoluci√≥n tecnol√≥gica, el consumo electr√≥nico ha crecido y el gusto se expandi√≥, mas que todo para los j√≥venes pero tambi√©n empieza ese gusto desde los ni√Īos porque ahora como los tiempos y toda clase de objetos han cambiado y los ni√Īos prefieren tener un iPhone que otro tipo de objeto.

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