O Sétimo Mandamento

A homenagem, o roubo e o furto de autoria, tornam nebulosos os limites em práticas de design.

Erik Spiekermann Berlin
Followers:
375
Comments:
1
Votes:
9
Compartir:

Recentemente tivemos dois arrombamentos em nosso escritório. Surpreendentemente, nada foi roubado, pelo menos nada que pudéssemos notar. Não temos idéia se levaram algum dado secretamente do servidor ou se copiaram ideias de registros e rascunhos fixados nas paredes. Mas se fosse o caso, como medir esse tipo de dano para informar a empresa de seguro?

Pode ser lisonjeiro encontrar projetos de design que tenham sido influenciados por nosso próprio trabalho​. O problema é que, em nossas atividades, existe uma linha tênue entre copiar, adaptar, imitar, ou simplesmente inspirar-se. E, vamos reconhecer, são raros os os projetos que requerem inovação, porque a maioria dos clientes se sentem mais confortáveis ​​com algo já testado.

Por vezes, os ladrões se entregam sem se darem conta. Tenho visto muitos portfólios, onde a pessoa atribui-se da autoria sem qualquer justificativa. Grandes projetos sempre precisam de mais do que um designer, além disso, muitas vezes outros colaboradores são também envolvidos no processo, sejam eles programadores, tipógrafos, gestores de projeto ou colaboradores em geral. Todos eles podem se atribuírem de uma parte do projeto. Mas isso não significa que cada um deles foi «o designer».

Sempre que eu mostro um projeto utilizo o pronome «nós». E sinto-me orgulhoso de ouvir as pessoas falarem do trabalho que fizemos juntos, quando o que eles dizem é verdade. Deveria ser simples: mostrar o projeto, explicar qual foi o seu papel e atribuir créditos aos demais que trabalharam em determinado projeto. Não esqueça: os clientes ou potenciais empregadores sabem o quão fácil é copiar e colar um portfólio completo.​

O que mais me surpreende é a estupidez: As pessoas me mostram projetos que eu trabalhei e elas não. Utilizam versões de fontes que nunca estiveram disponíveis publicamente. E quando não enviam seus portfólios diretamente para mim, eu acabo vendo esse tipo de coisa quando avalio concursos ou ao visitar estúdios de amigos. Isso é um negócio pequeno. E nós falamos sobre candidatos à empregos​.

Atribuir-se do trabalho de outro não é apenas má pratica, é roubo. Não ser claro a respeito da exata autoria não é moderado, e sim, desonesto. O que fazemos é propriedade intelectual, e retirar isso do designer não é lisonja pela imitação, é na verdade um crime.

Translated by Julio Teixeira Florianópolis
Followers:
375
Comments:
1
Votes:
9
Compartir:

1 Comments

Comment

This article does not express the opinion of the editors and managers of FOROALFA, who assume no responsibility for its authorship and nature. To republish, except as specifically indicated, please request permission to author. Given the gratuity of this site and the hyper textual condition of the Web, we will be grateful if you avoid reproducing this article on other websites. Published on 22/07/2013.

You may be interested

Pablo Torres
Idioma:
PT
Author:

Pablo Torres

Title:

O Design e o ‘faz-de-contas’

Translations:
Share:
Interactions:
Votes:
8
Comments:
2
Followers:
8
Ricardo Martins
Idioma:
PT
Author:

Ricardo Martins

Title:

Como reagir quando clientes pedem alterações no projeto?

Translations:
Share:
Interactions:
Votes:
25
Comments:
15
Followers:
78
Marcelo Vercillo
Idioma:
ES
Author:

Marcelo Vercillo

Title:

Qué diseñador busca el mercado

Share:
Interactions:
Votes:
76
Comments:
46
Followers:
0
Maria Cevallos Jimenez
Idioma:
ES
Author:

Maria Cevallos Jimenez

Title:

Cómo crear una relación sólida con los clientes desde el inicio

Share:
Interactions:
Votes:
46
Comments:
34
Followers:
12
Luciano Cassisi
Idioma:
ES
Author:

Luciano Cassisi

Title:

Yahoo: hágalo usted mismo

Translations:
Share:
Interactions:
Votes:
122
Comments:
144
Followers:
1172
Oskar Santamaría
Idioma:
ES
Author:

Oskar Santamaría

Title:

Radiografía de un Post-it

Share:
Interactions:
Votes:
8
Comments:
1
Followers:
4
My opinion:

Login with your account to comment on this article. If you do not have it, create your free account now.

0
José Da Cruz Lopes
Jul 2013

Sem criatividade não há design(er) funcional e essa criatividade, tem uma génese, tem autor(es). E a isto chama-se propriedade autoral porque esta suporta-se nos princípios latinos do jus utendi, do jus fruendi e do jus abutendi.

Há uma ética natural, uma moral positiva associada ao design e ao seu autor.

O autor da obra/projecto de design será defendido se cada pessoa se guiar pela moral daquilo que é seu e daquilo que não lhe pertence.

Mas também se aplicar com deontologia profissional a sequência da cultura projectual contida no processo de past up e nos seus trabalhos práticos.

0
Reply

Upcoming online courses

Branding Corporativo

Branding Corporativo

Cómo planificar, construir y gestionar la marca de empresas e instituciones

4 weeks
17 Septiembre

Estrategia de Marca

Estrategia de Marca

15 claves para programar el diseño de símbolos y logotipos de alto rendimiento

4 weeks
29 Octubre

Relecturas del Diseño

Relecturas del Diseño

Una inmersión en el discurso sobre el diseño para despejar sus nociones más controvertidas: creatividad, innovación, arte, tecnología, función social...

4 weeks
28 Enero 2019

Branding: Diseñador y Cliente

Branding: Diseñador y Cliente

Tratar con el cliente, hacer presupuestos y planificar las etapas de la creación de una marca

3 weeks
22 Abril 2019

Auditoría de Marca

Auditoría de Marca

Taller de práctica profesional: análisis, diagnóstico y programa de marca sobre casos reales

6 weeks
22 Junio 2019