Se és um designer, sabes o que quero dizer: este não é um trabalho normal. No design, tal como todas as profissões, tem características comuns e características que as diferenciam, só que neste caso são mais e muito diferentes.
A procura de emprego é também diferenciada da de um trabalho normal. Inconscientes disto, muitos designers atrapalham-se e colocam o foco nas diferenças, esquecendo-se do básico. Por isso compartilho os que considero ser aspectos mais importantes que todo designer deve ter em conta quando procura trabalho.
Nem tampouco de gravata. Se fosse um contabilista ou um advogado isto seria imperdoável, mas os agentes criativos distinguem-se por não usarem uma indumentária específica. Isso não significa que se deve ir a uma entrevista de calças rasgadas e t-shirt rota. A regra a seguir é a de que te deves apresentar melhor que o entrevistador mas que, como muitas vezes não sabes o que ele vestirá, o melhor é não correr riscos. Se procuras uma empresa de design ou agência de publicidade, a roupa formal não é boa, mas se, pelo contrário, procuras uma empresa onde é usual o uso de roupa formal, também a deves usar.
Nunca perguntes como deves ir vestido. Isso significa que estás a solicitar permissão para te apresentares de forma pouco correta. Se és homem, retira brincos, piercings e tudo o que puder causar controvérsia. Como estamos inseridos numa cultura conservadora e não sabes com quem será a entrevista, é melhor não arriscares, se não quiseres ser eliminado por esses detalhes.
Pergunta se há forma de ver o portfólio em formato digital, porque muitas vezes as entrevistas são feitas em salas de reuniões sem computadores. Não te esqueças, por isso, de levar sempre contigo o teu computador portátil.
Não te atrases, seja qual for o motivo: é melhor esperares que te esperarem. Mas também não apareças demasiado cedo.
O que importa é o conteúdo, mas ninguém espera um currículo de um designer feito no Word. Se dizes que dominas as ferramentas da Adobe, a melhor forma de causar boa impressão desde o início é entregar um PDF. Isto não quer dizer que não tenhas uma versão em do currículo em Word, mas é expectável que utilizes mais do que os estilos padrão que o programa proporciona.
Deixo ainda mais alguns conselhos para a elaboração do teu currículo:
Finalmente, está na moda dizer qual a sua missão como profissional. No entanto só se deve colocar se essa informação for útil. Todos os designers costumam colocar a mesma: «Encontrar em uma empresa onde eu possa contribuir e crescer como profissional, ser criativo e dar o meu melhor».
Quanto ao portfólio, é possível ver várias coisas para além do trabalho, da experiência como designer – se já a tens, até onde consegues levar uma identidade corporativa e mantê-la –, a criatividade – às vezes vê-se isso no trabalho desenvolvido na escola, onde o trabalho tinha menos regras – e o crescimento profissional. Para esse fim, aqui ficam algumas sugestões:
Embora estes pontos sejam lógicos e do conhecimento generalizado, muitos designers perdem oportunidades por se apresentarem mal vestidos, possuírem um portfólio defeituoso ou por se preocuparem pouco com o seu CV. Acrescento ainda que não há nada como a sinceridade nas respostas pois isso pode valer mais que uma possível grande trajetória.
Publicado el 21/05/2012

Foi para mim um prazer ter feito a tradução. Espero que esteja correta e que respeite a texto original.

Concordo que designers não foram feitos para terno e gravata, acredito que o marketing pessoal também está na forma como ele se veste e alguém com uma indumentária tão conservadora não dá pistas de ser criativo. Claro que não podemos ir à uma entrevistas vestidos como um ídolo pop, mas deixar que nossas roupas mostrem que estamos fora do comum.

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