
A diferença entre invenção e inovação, está que a primeira tende a ser livre e despreocupada com desdobramentos, enquanto a segunda pode ser incremental ou radical e não despreza detalhes práticos, e dependem da existência dos fatores conhecimento, competência e circunstância, conforme descreve Medeiros (2004). Ao longo do tempo um conjunto de inovações promovem alterações radicais nos produtos e processos utilizados socialmente. Quintella (2000) aponta que as inovações modificam radicalmente a cultura organizacional, a cultura de uma nação e dos grupos humanos.
Em Barbieri (1997) apud Pereira (1998), na área produtiva, inovação significa o estabelecimento de novidades materializadas através dos produtos, processos e serviços, tanto os novos como os modificados. Inovação tecnológica pode ser vista como um processo realizado por uma empresa para introduzir produtos e processos que incorporem novas soluções técnicas, funcionais ou estéticas. Sobre esta definição, é adicionado o conceito ambiental, onde só se caracteriza como uma verdadeira inovação tecnológica aqueles processos que levem em conta a introdução de técnicas e conceitos que estejam de acordo com os preceitos do desenvolvimento sustentável.
Barbieri (1997) classifica as inovações como:
Os projetos de desenvolvimento de produtos são definidos por Amaral (2006) nos seguintes tipos:
Amaral (2006) apresenta uma segunda classificação de projetos de desenvolvimento, dependendo do escopo da nova tecnologia ou de mudança na plataforma e de quão rápido a empresa transfere a plataforma de um projeto para outro:
Pahl e Beitz (1999) apud Medeiros (2004), informa que o projeto pode ser:
A ideia de incentivar as invenções mediante a concessão do monopólio de uso —a patente— surgiu na República de Veneza, em 1477, segundo relatos de Macedo (2000). Tal prática foi retomada após um século e meio pelo Estatuto dos Monopólios e difunda pela Europa até a América no fim do século XVIII. No decorrer do século XIX inúmeros países tinham suas leis nacionais de patentes, sendo o Brasil, em 1830, o primeiro dos países em desenvolvimento a conceder proteção patentária às invenções. A patente pode ser conceituada, inicialmente, tendo por base os princípios do «Contrato Social» de Rousseau, como um acordo entre o inventor e a sociedade.
«O Estado concede o monopólio de invenção, isto é, a sua propriedade inerentemente caracterizada pelo uso exclusivo de um novo processo produtivo ou a fabricação de um produto novo vigente por um determinado prazo temporal e, em troca, o inventor divulga a sua invenção, permitindo à sociedade o livre acesso ao conhecimento desta». (Macedo, 2000)
Um aspecto importante que contribui para o desenvolvimento industrial é a condição obrigatória de que o produto ou processo seja industrializável. Barbosa detalha que qualquer invenção de produto ou de processo, deve ser nova, envolver um passo inventivo e ser passível de aplicação industrial. Portanto, são requisitos:
As patentes funcionam como indicadores das tendências tecnológicas e de mercado. Conforme Barbosa, através do conteúdo encontrado no relatório descritivo, nas reinvidicações, nos desenhos e no resumo, as patentes informam aos empresários o nível de desenvolvimento da tecnologia aplicada a cada área.
Embora a ciência e tecnologia tenham objetivos e metodologias diferentes, há um vínculo histórico e lógico entre ambas que se evidencia a partir do século XIX nos primórdios do processo de apropriação do conhecimento científico pelo tecnológico, como explica Macedo (2000). Muitos cientistas que contribuíram para o avanço da ciência também produziram significativas invenções, como Isaac Newton o telescópio refletor, Kelvin patenteando o galvanômetro de espelho, Louis Pasteur obtendo as patentes para os processos de fabricação de cerveja e levedura e, Alfred Nobel desenvolvendo a dinamite. No século XX, trabalho científico e técnico interagem e são encontrados cientistas como inventores nos documentos de patentes, tais como Einstein, Hahn, Milikan, Soddy, Ziegler, Boyer, etc.
Atualmente, existe uma capacidade de geração de inovações muito rápida e com isso, se adotou uma tática de reduzir o tempo de vida útil de um produto, lidando deste modo com a introdução sistemática de novos produtos, como diz Quintella (2005). A tarefa torna-se mais árdua quando se percebe que a vida média dos produtos do mercado está cada vez mais curta, como indica Baxter (1998).
O redesign ou o desenvolvimento continuado de produtos ocorre quando: há declínio do mercado de atuação do produto; surgem novas tecnologias, materiais e processos; desenvolvem novas formas de funcionamento —do mecânico para o eletrônico—; a miniaturização de componentes; facilitadores de uso do produto; mudanças em padrões estéticos e formais; ou ainda, mudanças das necessidades dos usuários. Lobach (2001) afirma que o projeto mais requisitado para os desenhistas industriais é a adaptação de produtos obsoletos a condições atuais, «já que em uma sociedade industrial tão desenvolvida é quase impossível lançar um produto totalmente novo».
Publicado el 25/06/2010


Fala guri!
existem poucos artigos com esse referencial teórico, ótimo artigo.
Parabéns!

dale juan! seria espetacular que conocieras a google translate. saludos : )

seria espetacular que tradujeran este artículo ya qeu estuy buscando qué leer sobre estos temas, pero sólo comprendo el título.. gracias.

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